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A Nova Ragnarok-
Trilogia 3
- Livro 7
Cap 43: Multiclones ao ataque
Em pouco tempo havia mais de um milhão de clones futuristas de Esculápio para matar e aquilo daria um trabalhão, a solução de Dion foi também se dividir em um milhão e matar a todos de uma vez, porém os atributos de poder, inteligência, habilidades e agilidade divididos por um milhão não davam mais conta do recado e Esculápio começou a ter a oportunidade de assassinar seu assassino literalmente um milhão de vezes.
_Por que você quer nos matar? A guerra dos deuses não envolve você._Indagou um dos clones de Esculápio para um dos clones de Dion enquanto lutavam duramente.
_É o oposto do que você presume, sem ela eu não teria nascido, e ao destruir aquela guerra em questão você simplesmente não permitiria que eu nascesse. Agora eu vejo que sou filho de Tupã e Athenais, deuses de religião diferentes. Apesar da guerra chegar até mim depois e destruir tudo o que eu conhecia e tirar qualquer perspectiva de felicidade ou uma vida normal ela também me fez nascer e não tenho perspectivas de viver normalmente porque simplesmente não sou um mortal comum, mas um deus, e por isso mesmo que eu também não sou um ser bom, é uma dualidade, um paradoxo que me faz duvidar de mim mesmo às vezes.
Cap 44: A verdade de tudo
_Quer saber a verdade, Dion? Talvez você não esteja preparado e até quem está lendo isso agora não esteja também.
_Quero.
Todos os clones de Esculápio de fundem em um só e fazem com que os clones de Dion também virem um. Em seguida, Esculápio atravessa o tempo e puxa o Dion original e o fundem à sua cópia e em seguida lhe diz:_ Na verdade, você é um louco em tratamento, eu e os demais deuses nem existimos. Você se chama Amadeu e entrou em um duelo que foi apartado pela polícia, mas o conflito com os policiais fizeram você entrar em como por 10 anos, você tornou, mas logo em seguida teve um surto psicótico e está internado há 2 anos, você está com 30 anos agora e Isadora casou-se com Heitor, ele não é policial nem está em conflito com a justiça além do duelo que teve contra você. Heitor teve um coma de apenas um ano, inclusive sempre fora muito mais forte que você e está totalmente recuperado. Talvez você tenha surtado ao saber da notícia do casamento dele e de Isadora, que não é mais enfermeira e se mudou para outro país. Você nunca parou de escrever e tem hoje 20 projetos de livros prontos que o hospital achou fenomenal e pretende publicar para, inclusive, com o lucro das vendas pagar o seu próprio tratamento e você lucrará o restante. Os seus pais eram ricos, mas faliram e depois morreram, você não tem irmãos e pode acordar desse transe, mas há remédio que você não poderá deixar de tomar._Nisso, Esculápio mostra uma pílula vermelha e outra azul como se Dion pudesse escolher.
_Neo não existe_ Diz Dion_ e o meu nome verdadeiro é Amadeu. As pílulas, eu quero as duas, pois como a própria arte, assim como todas as religiões, é também loucura, por nós levar a outros mundos, eu quero sempre estar no fio que une e separa os dois mundos, sem artista e por para fora aquilo que o mundo pode até nem suportar, mas que por si arremessa coisa pior o tempo todo, embora também exista beleza em muitas coisas.
Nisso, Dion acordou em um mundo onde nenhum ser místico jamais existiu, mas onde a loucura impera mesmo assim pois o defeito cerebral do homem criou esses serem tão miseráveis e cruéis para controlar e humilhar o seu semelhante, o outro homem. Veja que Dominus é dominador, aquele que escraviza o outro para ser chamado de Mestre, com o emprego no mau sentido não o mestre que ensina ou aprende, mas o que humilha, domina e destrói.
E assim, o deus mais ateu da História e ao mesmo tempo o maior de todos os deuses e o ateu mais divino de todos ficou a olhar-se no espelho com a caneta na mão imaginando se de fato existia ou se seria mero personagem de algum ateu poeta por aí ou por aqui e se essa dúvida faria sentido já que ele próprio estaria com a caneta na mão, porém lembrou que Dante fizeram um livro onde ele mesmo era seu próprio personagem e protagonista e que aquele fora seu maior sucesso, embora que tenha sido um sucesso póstumo, sem lucros reais. Será que valera a pena? E nisso, a pluma parou de escrever.
Ômegaranha
A quebra da quarta parede não parecia mais possível até aquela explosão onde Dion desmaia e do seu caderno de anotações salta para fora um deus Anansi a carregar nas costas Zé Pelintra e Tranca-Ruas.
O deus Homem-Aranha põe Din no braço esquerdo e continua a correr enquanto balas perdidas permeiam Copa Cabana.
Enquanto isso, Sírio volta à vida e parece atordoado, seguido de uma leoa gigante, de um pequeno macaco que segurava um bastão vermelho e de um velho cego e vendado com um cajado marrom, da mesma cor do cajado de Anansi.
_Nós viemos parar no passado? _Pergunta Sírio.
_Na verdade, não_Responde Moros_você é uma estrela que criou vida por conta própria e virou chefão do crime do dia pra noite sem mesmo saber de onde surgiu.
_Então, tudo o que existe é ficção?
_Não! Mas, nós éramos até pouco tempo atrás. Eu consegui quebrar a barreira chama "quarta parede" e, com isso, viemos parar no mundo real.
_Então, nós existimos simplesmente para tocar o terror? _Sírio botava a mão direita no queixo e sentava no chão.
_Quando a deusa Baklimet acordar ela lembrará do velho deus Rá e certamente tentará me matar, porém eu sou o super-deus Destino e vou precisar apenas do ódio dela juntamente com o ódio natural deste macaco demoníaco Wkong ou Son Goku, antigo avatar do deus Xiva e de seu corpo como hospedeiro para me fundir e passar a ser o novo vilão chamado Garra Negra. As garras da minha mão direita cortarão qualquer coisa e irei usá-las inicialmente para matar todos os velhos do mundo.
_Não seria mais cruel matar os jovens?
_Não mesmo. Os jovens costumam de matar naturalmente, se tirar deles todas as referências em breve o mundo vira uma nova Idade Média onde os imbecis causaram a Peste Negra ao exterminar os gatos sem nenhuma razão.
Cap 46: Diômegaranha
Enquanto Moros cria o super-deus-vilão Garra Negra, longe dali, Anansi bate seu cajado no chão, o transformando em uma pulseira e dizendo para Dion que o botão 1 o transformará em Deltaranha; ficará de terno azul, com poderes de Homem-Aranha Divino quase iguais aos do próprio deus Anansi, o Homem-Aranha mais antigo que se conhece.
_E o segundo botão?_ Indaga Dion pensativo.
_Com o segundo você será Aracnômega e terá os poderes do Trança Ruas misturados com os meus, seu terno será preto. Com o terceiro botão você terá terno branco e receberá os poderes do Zé Pelintra misturados com os meus, será Ômegaranha.
_E por que não botar um botão para usar todos os poderes de uma vez só?_Dion via surgir no horizonte uma figura vermelha e por um instante lembrou do Zorro, o primeiro herói sem linhagem divina e ao mesmo tempo o primeiro super-herói em si e primeiro também super-herói sem super-poderes ou poder algum. Peri e Iracema foram também super-heróis, mas tinham super-poderes e seriam teoricamente filhos do deus Tupã, que teria criado os tupis, quando o termo super-herói ainda não existia. De certo modo as duas criações de José de Alencar estão na divisória entre os heróis divinos e os super-heróis e heróis não divinos, uma vez que ou eram deuses, semi-deuses ou avatares, sendo que Son Goku é um avatar maligno ou demoníaco. Dion também é filho de Tupã, com isso, irmão tanto do Iracema quanto de Peri.
_Se apertar os 3 botões ao mesmo tempo você ficará com poderes crescentes sem limite, terá um estado de homem-raio, com um chicote de raios pra detonar seus oponentes, porém, neste estado Diômegaranha você poderá fazer do seu mundo real de agora o que fez com os multiversos do mundo de ficção de onde viemos e voltar a ser o único ser existente novamente até que consiga mais uma vez quebrar outra "quarta parede". Por isso, é uma opção de desespero mais que uma opção sensata._Dito isto, o deus Homem-Aranha Anansi levanta os braços e juntamente com Zé Pelintra e Tranca Ruas se funde à pulseira.
Cap.47: Apócrifo Diáfano
O deus Dagda, o Mestre dos Magos, cria o caderno da vida, que gera o microverso místico e joga um feitiço em Apócrifo, que fica louco e esquece quem é.
Apócrifo libera parte dos poderes enquanto tem um pesadelo onde atravessa um espelho e volta sem face e o espelho lhe prende em um cubo transparente.
Ao lutar contra o cubo este se converte em um traje hermética e misticamente fechado.
Sem saber quem é, Apócrifo passa a se chamar Diáfano e cria batalhas em sua mente que ora lhe trazem novos poderes, ora lhe causam uma aparente morte por meio de personagens que não param de surgir, alguns mitológicos, como o deus cristão e outros novos que surgem da sua própria imaginação que luta contra a loucura do feitiço do deus Dagda, o Mestre dos Magos, para que Apócrifo não destruísse tudo o que existe.
A sua memória também luta contra o feitiço de loucura, e, embora Apócrifo tenha vivido muitas horas numa enorme farsa, sendo enclausurado no microverso místico ainda bebê e agora com milhares e milhares de anos ele está mais forte a cada dia sem saber que pode ser o Mago Diáfano, o mais forte de todos os feiticeiros, muito mais até que o deus bruxo Dagda, o Mestre dos Magos.
Cap 48: Hécate